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DOCUMENTARIO DEDICATO DA AL-JAZEERA ALLA LEADER RADICALE EMMA BONINO

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"SER MULHER É UM PODER E UMA FRAQUEZA"

Amat al-Alim as-Susswa é a segunda mulher a ocupar funções num Governo iemenita. Com um discurso muito claro, a ministra dos Direitos Humanos aceitou falar ao PÚBLICO, ao "El Mundo" e à Radio Radicale sobre os desenvolvimentos do país e o caminho que ainda falta percorrer. Licenciada e mestrada em Jornalismo, As-Susswa, 45 anos e mãe de dois filhos, passou três anos como embaixadora na Holanda antes de ser convidada a integrar o Executivo, há seis meses apenas. De lenço preto na cabeça, mas sem o tradicional véu iemenita, apresenta-se como alguém "sem maquilhagens". Quais são exactamente as funções do seu ministério neste momento? Estamos a treinar pessoas para receberem queixas sobre violações de direitos humanos. Temos 18 equipas diferentes que estão a viajar pela república para observar a situação e um corpo consultivo de 35 organizações não-governamentais. Neste momento, estamos a fazer coisas pequenas, mas que clarificam as pessoas sobre os seus direitos, onde acabam os seus e começam os do outro. E tem um bom orçamento para isso? Até tenho vergonha de dizer quanto é... É muito baixo. São apenas oito milhões de rials (36 mil euros), mas como o trabalho é intergovernamental, não depende muito do orçamento, excepto quando se quer aplicar programas. É difícil ser a única mulher no Governo? Ser mulher é um poder e uma fraqueza. Às vezes tenho dificuldades por ser mulher, mas tenho recebido apoio total dos outros ministérios e departamentos governamentais. Inicialmente, como a sociedade é muito conservadora, tive alguns problemas. Mas, para surpresa minha, as pessoas sempre me apoiaram, porque quando vêem que alguém é capaz, não importa o sexo. De qualquer das formas, gostava que houvesse mais mulheres. Fala de uma "democracia elementar" no Iémen? Que caminho falta percorrer para uma democracia mais adulta? Estamos no início do processo democrático, mas todos os princípios fundamentais estão já presentes. Quando começou, na década de 90, não estávamos preparados, não tínhamos infra-estruturas. Falta reforçar a compreensão das leis, melhorar a relação entre Governo e povo, exercer boa governação. Tem de haver mais abertura e a liberdade tem de aumentar, as que existem têm de ser desenvolvidas e encorajadas, de modo a que se transformem em instituições fortes. Falta também que as mulheres tomem consciência dos seus direitos. Qual a importância do factor económico para a desigualdade? A pobreza é um factor muito importante. Na base da economia familiar, se se é mulher ou criança, não se tem muitas hipóteses de estudar, por exemplo. O problema é que há muita iliteracia, ronda os 70 por cento nas mulheres. Poderá o Iémen ratificar brevemente o Estatuto de Roma que instituiu o Tribunal Penal Internacional? A ratificação está já na agenda do Parlamento. O que pensa da pena de morte? Considera que é charia (recomendada pela lei islâmica)? Essa questão deve ser avaliada à luz da nossa cultura judicial. Penso que a postura ocidental dá muita importância ao vivo e esquece-se do morto. Nesse aspecto, não vejo que a situação vá mudar brevemente, apesar do Iémen ter sido convidado pela Comissão de Direitos Humanos da ONU a aderir ao grupo de países contra a pena capital. Mas não se oporia a uma mudança? Não, não me desagradaria que a pena de morte deixasse de ser aplicada. Sou a favor de todas as coisas que favoreçam os direitos humanos. Como vê a poligamia? Não gostaria muito que o meu marido tivesse outra mulher, penso que nenhuma mulher gosta, julgo até que não o toleraria. Mas, é preciso esclarecer, a mulher tem o direito de dizer que não quer ser uma entre muitas mulheres. A poligamia não pode ser praticada de qualquer maneira, existem regras: a mulher tem de ter problemas para engravidar ou estar muito doente, é a mulher que autoriza o marido a procurar outra esposa. De qualquer forma, agora a poligamia não é praticada abertamente, é praticamente impossível hoje manter, com igualdade, mais do que uma mulher. Qual é a idade permitida para o casamento? Continuam a ser prática corrente os casamentos arranjados? A actual idade está nos 15, mas deverá ser brevemente adoptada uma alteração que vai elevá-la para os 18. Os casamentos arranjados são praticamente a única forma existente. Mas isso está a mudar. Também é preciso que se saiba que a mulher tem o direito de não querer casar com o marido que lhe escolheram. A terceira pessoa, que faz o contrato, tem de falar com ela a sós e avaliar se realmente é aquilo que ela quer. A França tem debatido o uso do véu nas escolas públicas. Como encara esta questão? Cada país tem as suas próprias regras, mas considero que o direito de usar véu é um direito pessoal e não penso que usá-lo entra em contradição com ideais laicos. Mas também não vejo mal em que seja interdito nas escolas públicas. Há profissões proibidas a mulheres no Iémen? Não, a única exigência é a qualificação.





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