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O PA√ćS DA DEMOCRACIA NASCENTE

Por SOFIA BRANCO, em Sanaa Devagar, com passos pequeninos, o I√©men caminha para a democracia. Erguem-se vozes, ainda que s√≥ masculinas. Nas ruas, nas sess√Ķes de "qat", pratica-se a cr√≠tica pol√≠tica e ningu√©m escapa, nem mesmo o Presidente, que o √© h√° mais de uma d√©cada. A religi√£o √© outro dos temas quentes da discuss√£o, mas s√≥ entre amigos muito √≠ntimos. E, geralmente, n√£o d√° bom resultado. Chega-se a negar Deus. Ao contr√°rio da generalidade dos pa√≠ses √°rabes, o I√©men, apesar de ser um dos Estados isl√Ęmicos mais conservadores, vive uma democracia nascente e o seu povo (entenda-se os seus homens) inicia-se no exerc√≠cio da liberdade de express√£o. A de informa√ß√£o, embora ainda sujeita a restri√ß√Ķes e censuras, √© um o√°sis nesta regi√£o do mundo. Os jornais n√£o cabem nos dedos das duas m√£os, h√°-os aos pontap√©s, cada partido pol√≠tico tem, pelo menos, um, o Governo tem uma dezena, os privados s√£o uns quantos. Os homens inundam as ruas durante a tarde, buscando conforto e ilus√Ķes no "qat", planta que mascam durante horas e cujo suco √© estimulante. Re√ļnem-se em mafraz (√ļltimos andares das casas, com muita luz ou at√© descobertos, que t√™m um sof√° enorme com apoios para v√°rios convidados) e discutem tudo o que o qat lhes permitir, enquanto a bochecha esquerda vai aumentando de tamanho √† medida que ruminam. A pol√≠tica √© tema recorrente. Gritam e gesticulam, argumentam. H√° os que defendem o Presidente e que acreditam que as coisas est√£o a mudar para melhor. Uns colocam-se mais no campo socialista (que dominava o Sul do I√©men antes da unifica√ß√£o do pa√≠s), outros inclinam-se para o Al-Islah, partido isl√Ęmico. E h√° tamb√©m os que, pura e simplesmente, n√£o acreditam nos pol√≠ticos e esperam o dia da tomada de consci√™ncia dos cidad√£os e da revolu√ß√£o interior. Mas todos falam do destino do pa√≠s e do futuro da umma (comunidade √°rabe) em geral. Porque um mu√ßulmano n√£o se esquece nunca dos seus 1200 milh√Ķes de irm√£os, quer estejam na Palestina ou no Iraque. As crian√ßas brincam livremente pelas ruas, sem grandes preocupa√ß√Ķes, mas tamb√©m sem especiais cuidados. Sujas, nem sempre v√£o √† escola, mas quase todas d√£o o ar da sua gra√ßa com um "hello, where are you from?" e riem-se com a resposta, porque Portugal tem o mesmo som do que a palavra √°rabe para laranjas. Muitas estendem a m√£o em busca de algo que possa ado√ßar a sua inf√Ęncia. As outras pessoas, as mulheres, circulam silenciosamente, cabe√ßa baixa, corpo minuciosamente tapado, rosto totalmente coberto ou s√≥ deixando entrever os olhos. Fantasmas de outro mundo, sombras negras que passam depressa pela vida. N√£o falam, n√£o olham nos olhos, apesar de viverem numa regi√£o outrora governada por duas rainhas - Sab√°, a mais conhecida, e Arwa. N√£o conduzem nem viajam sozinhas, embora n√£o seja proibido pela lei da rep√ļblica. Mas h√° sempre a "Sharia", a lei isl√Ęmica, e a proximidade com a Ar√°bia Saudita n√£o contribui para a melhoria da condi√ß√£o feminina. Geralmente n√£o trabalham, integrando os milh√Ķes de mulheres que permanecem em casa sem ocupa√ß√£o fixa no mundo isl√Ęmico. Mas, √† parte a submiss√£o √† qual metade da popula√ß√£o est√° votada, o I√©men d√° sinais de querer abra√ßar a democracia, acreditando genuinamente que, de todos os sistemas pol√≠ticos, √© o que mais conv√©m ao povo, ainda que este exista numa vers√£o muito masculina.





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